As
falhas acontecem, mas como fazer para controlar e antecipar os erros
dos sistemas que estão no nosso dia a dia de forma que as consequências
diminuam o caos que impacta diretamente a população?
Para isso existem os chamados testes de qualidade de software.
O principal objetivo é detectar e previr erros em sistemas através de
testes que antecipam e identificam sintomas provocados por bugs, por
exemplo. Com isso é possível fazer um diagnóstico correto para que os
erros sejam corrigidos facilmente e assim conter o temido “pau no
sistema”.
Imagine um hospital onde quase tudo é controlado por computadores.
Os exames são captados e ficam disponíveis na internet, que é o mesmo
canal que os médicos têm acesso aos prontuários eletrônicos. Uma pane no
sistema pode comprometer a saúde dos pacientes. Na verdade, toda
organização, seja pública ou privada, tem hoje motivos de sobra para se
preocupar com isso.
No setor financeiro o esforço é para não perder milhões com uma
simples falha. Essa relação se traduz em grandes investimentos em
estruturas complexas que asseguram o funcionamento de um ambiente com
alto volume de transações em múltiplos canais.
Um fato mais recente foi o acréscimo do nono dígito no sistema de telefonia celular em São Paulo. A operação esconde dados bem mais complexos e desafiadores do que o de aplicativos para atualização das agendas dos smartphones.
Segundo a Anatel, as operadoras tiveram que atualizar nada menos do que
500 sistemas internos para fazer a mudança. Ainda não deu nenhuma pane,
mas será que pode haver?
Quem fala sobre o assunto é Osmar Higashi, presidente do BSTQB
(Brazilian Software Testing and Qualifications Board), vice-presidente
da ABRAMTI (Associação Brasileira de Melhoria em TI) e também
representante brasileiro no ISTQB (International Software Testing and
Qualifications). Com mais de 20 anos de experiência em tecnologia da informação, já realizou mais de 15 mil projetos em testes de qualidade de software.
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