O sistema, que rodará no iPhone 5 e nas suas versões
antigas, vai trazer rotas de navegação, um dos principais diferenciais do
Android desde a versão 2.0. A Apple demorou uma eternidade para perceber o
quanto a ferramenta era importante para os usuários e fazia sucesso no seu
concorrente. O recurso estreou nos aparelhos com o sistema do Google há cerca
de três anos e também está presente no Windows Phone desde a versão 7 (Mango).
Também
foi copiado o modo Panorama para tirar fotos, incorporado no fim do ano passado
ao Android 4.0 (Ice Cream Sandwich). O recurso já estava presente em
aplicativos como o Pano, que devem agora cair no esquecimento. É útil, mas está
longe de ser uma grande inovação, como o evento promovido para anunciar o novo
iPhone 5 quis dar a entender.
Mas
a terceira coisa que a Apple copiou do Android, e que era um tabu para a
empresa e os seus fanboys, foi a fragmentação do sistema. O iOS 6 não funciona
da mesma forma em todos os aparelhos da Apple. No iPhone 3GS, será bastante
limitado. Já a tela maior do iPhone 5 também já é uma tendência há tempos nos
smartphones com sistema do Google. Além disso, o formato espichado do display
vai forçar os desenvolvedores de aplicativos a fazer adaptações, algo que a
Apple sempre fez questão de criticar no Android.
O
mais grave de tudo isso não é a cópia em si, afinal não é algo inédito na área
de tecnologia e ninguém é santo. A Samsung acabou de ser condenada na Justiça,
por violar patentes da Apple. O mais significativo é que o iPhone 5 não trouxe
nenhuma grande inovação. Já o Android tem conseguido evoluir muito mais
rapidamente. Com 500 milhões de dispositivos ativados até hoje, o sistema do
Google engoliu os 400 milhões de aparelhos com iOS. Desse jeito, a distância
deve aumentar ainda mais.
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