O TIC Domicílios 2011 revela que a
maior parte das conexões à Internet ainda acontece com velocidades entre 256
Kbps e 1Mbps. No estudo, 29% das conexões nos lares brasileiros ficam nessa
margem. Na área urbana, as conexões até 256 Kbps estão praticamente extintas -
respondem por apenas 5%. Na área rural, no entanto, esse percentual sobe para
12%. Apenas 9% dos lares conectados no país têm acesso com velocidades
superiores a 8 Mbps.O levantamento, realizado pelo CETIC.br, mostra que 29% dos lares na área urbana têm velocidades entre 256 Kbps e 1Mbps. Na área rural esse percentual é de 24%. "Certamente já temos aqui o impacto do acerto entre teles e governo que fez a internet cair para R$ 35.00 em troca da desoneração, principalmente na área urbana", diz Alexandre Barbosa, gerente do CETIC.br.
Segundo o estudo, dividido por regiões, 30% dos lares com acesso à Internet no Sudeste usam velocidade entre 256 Kbps e 1 Mbps. No Nordeste e no Sul, o índice é de 28%. Mesmo com forte predomínio no acesso à Internet na Região Sudeste, apenas 18% têm acesso entre 1Mbps e 2 Mbps. Na região Centro Oeste este índice cai para 14%. No Nordeste e no Sul é de 13% e na Região Norte fica em 8%.
As maiores velocidades de acesso à Internet, apura o TIC Domicílios 2011, são para poucos no Brasil. A região Sul e o Centro Oeste - muito em função de Brasília - superam o Sudeste. E a surpresa maior: O Nordeste também. No Sul, 14% dos lares com internet têm velocidade acima de 8Mbps. No Centro Oeste, este índice cai para 9%.
"Brasília influencia muito. Se não fosse isso, o Centro Oeste teria índices do Norte e Nordeste", adverte Barbosa. No Nordeste também é de 9% - e aqui é a influência da chegada da GVT à região, com velocidades maiores de conexão. No Sudeste, apenas 7% dos lares têm velocidades acima de 8Mbps. Na Região Norte, esse percentual cai para 3%.
O fato relevante da pesquisa - e que contará a partir de outubro quando o governo passará a exigir das teles a entrega efetiva da velocidade contratada - é que 30% dos entrevistados assumiram desconhecer a velocidade da sua conexão à Internet contratada junto aos prestadores de serviço. E esse índice é alto, inclusive, nas regiões mais favorecidas economicamente - Sudeste (31%) e Sul (24%). Na Região Norte, esse índice chega a 44%. No Nordeste é de 30% e no Centro Oeste, 34%.
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