segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A era do zettabyte
O mundo está diante de um verdadeiro tsunâmi de informações. O volume global de dados produzidos ou replicados em 2011, por exemplo, chegou a 1,8 zettabyte, segundo o IDC (International Data Corporation).
Mas que é um zettabyte? A pergunta tem sentido. Para respondê-la, nada melhor do que recorrer a algumas comparações. Meu computador tem um disco rígido (HD) com capacidade para armazenar um terabyte, ou mil gigabytes. Pois bem: um sistema com a capacidade de um zettabyte (ZB) poderia armazenar o conteúdo de 1 bilhão de HDs iguais ao de meu desktop. Ou preencher a capacidade de armazenamento de 75 bilhões de iPads de 16 GB.
Em números decimais, um zettabyte equivale, a grosso modo, a 1 sextilhão de bytes, que, em notação científica, poderia ser escrito assim: 1021 bytes – ou seja, 10 elevado à 21ª potência. Em notação binária, seria270 – quer dizer, 2 elevado à 70ª potência.
Uma questão essencial de nosso tempo é, portanto, o crescimento exponencial do volume de informações produzido no planeta. Nos últimos cinco anos, esse volume foi multiplicado por nove. E, segundo o mesmo IDC, em 2020, deverá chegar a 35,2 zettabytes, um terço dos quais estará na nuvem ou passará por ela.


Novos desafios
Para alguns especialistas, o mundo vive a Era do Zettabyte, que traz novos e crescentes desafios, tanto em projetos especializados, como em áreas de instalação e gerenciamento de infraestrutura de armazenamento em ambientes virtuais, do crescimento exponencial de armazenamento, da segurança e redundância de dados (backup) e da recuperação de informações (recovery), entre outras.
Nessa nova era, a explosão de dados, de todas as origens, ganha o nome de Big Data. As novas opções de armazenamento, por sua vez, deram origem à computação em nuvem. É nessas duas áreas que se situa um dos maiores desafios para o Brasil e para o mundo: a carência de profissionais. O Instituto McKinsey Global, por exemplo, prevê que, em 2018, faltarão entre 140 mil e 190 mil profissionais nos Estados Unidos.

Programa acadêmico
Para minimizar esse problema, diversas corporações têm colaborado com programas acadêmicos, de que é exemplo o EMC Academic Alliance, que já alcança 81 universidades, no Brasil e no mundo e foi criado pela EMC, uma das maiores empresas de armazenamento de dados do mundo.
Eduardo Lima, gerente do programa no País, explica que “esse crescimento contínuo e acelerado na produção de dados gera uma demanda por profissionais capacitados em armazenamento e computação em nuvem, que hoje são raros no mercado”. Essa demanda por profissionais dessa área, na realidade, sempre existiu. Mas nunca foi razoavelmente atendida.
Como ressalta Sandro Melo – coordenador do curso de redes de computadores da BandTec, a faculdade de tecnologia da informação (TI) do Colégio Bandeirantes – “a adoção da disciplina Armazenamento e Gerenciamento de Informações na grade curricular tem como objetivo capacitar os alunos para essa enorme demanda de mercado; assim, o estudante, ao se formar, sairá da faculdade com um diferencial profissional”.
No Brasil, o programa EMC Academic Alliance é oferecido gratuitamente às universidades cujos cursos de TI sejam reconhecidos pelo Ministério da Educação e ofereçam a primeira graduação (bacharel e/ou tecnólogo). Além da disciplina Armazenamento e Gerenciamento de Informações, o programa oferece três cursos gratuitos para alunos e professores: Cloud Computing, Backup e Data Science.

O novo engenheiro
Desde a metade da década passada, o professor Joseph Bordogna, então diretor da National Science Foundation dos Estados Unidos, já vinha sugerindo que o engenheiro do século 21, precisaria familiarizar-se com os conceitos de te­ra­es­ca­la, na­no­es­ca­la, com­ple­xi­da­de, cog­ni­ção e ho­lis­mo. E, além de conceituar essas matérias, ele dava exemplos de como elas poderiam ser úteis ao engenheiro deste século.
Te­ra­es­ca­la su­ge­re a idéia de or­dens de gran­de­za gi­gan­tes­cas. Na com­pu­ta­ção do pas­sa­do, as ar­qui­te­tu­ras de sis­te­mas li­da­vam com cen­te­nas de pro­ces­sa­do­res. No mundo virtual de hoje, trabalham com milhões.
Na­no­es­ca­la tra­duz a idéia exa­ta­men­te opos­ta à de te­ra­es­ca­la, ou seja, or­dens de gran­de­za muito pequenas, como na­nos­se­gun­do, na­nô­me­tro, na­no­tec­no­lo­gia. Aliás, num fu­tu­ro pró­xi­mo, a evolução da na­no­tec­no­lo­gia nos per­mi­ti­rá ma­ni­pu­lar a ma­té­ria, áto­mo por áto­mo, mo­lé­cu­la por mo­lé­cu­la.
Com­ple­xi­da­de, no sen­ti­do tec­no­ló­gi­co, re­fe­re-se à ex­tre­ma di­ver­si­da­de de ele­men­tos. Para li­dar com si­tu­a­ções de ele­va­da com­ple­xi­da­de, os ci­en­tis­tas cri­a­ram até uma es­pe­cia­li­da­de cha­ma­da en­ge­nha­ria do caos, cu­jos re­cur­sos lhes per­mi­tem con­tro­lar si­tu­a­ções pró­xi­mas da desordem total.
Cog­ni­ção, como diz o di­ci­o­ná­rio, é a aqui­si­ção do co­nhe­ci­men­to ou, mais pre­ci­sa­men­te, o pro­ces­so men­tal pelo qual ad­qui­ri­mos co­nhe­ci­men­to. Para o prof. Bordogna, a atu­al re­vo­lu­ção da in­for­ma­ção tende a tornar-se insignificante diante da emer­gen­te re­vo­lu­ção do co­nhe­ci­men­to.
Ho­lis­mo, na acep­ção usa­da por Bor­dog­na, é “o con­cei­to que nos diz que uma en­ti­da­de pode ser mai­or do que a sim­ples soma de suas par­tes”. Ou que nos permite jun­tar coi­sas apa­ren­te­men­te dís­pa­res num con­jun­to mui­to mais co­e­ren­te, inclusive em sis­te­mas so­ci­ais, fí­si­cos ou de en­ge­nha­ria vir­tu­al.
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Votação de lei que pune crimes digitais sai da pauta do Senado


O projeto de lei que tipifica e pune crimes eletrônicos teve sua votação excluída da pauta do Senado por não ter passado antes pela Comissão de Constituição e Justiça. Dois dias atrás, o PL 35/2012, também conhecido como ‘Lei Dieckman’, começou a sair do papel após ter sido aprovado pela Comissão de Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). A proposta era que a votação fosse incluída extra pauta, com requerimento de urgência para o texto ser examinado com rapidez, o que não aconteceu.

A lei é um complemento criminal ao Marco Civil da Internet, legislação desenvolvida pelo próprio governo federal e que definirá direitos e deveres dos internautas brasileiros, devendo ser votada ainda em setembro. Na visão do projeto original de cibercrimes, os provedores de internet seriam obrigados a armazenar todos os logs (registros de atividades dos internautas) por pelo menos três anos, mas, como a nova lei não cita o tema, fica valendo o que será estipulado no Marco Civil (guarda de logs por um ano).

O texto aprovado prevê prisão de três meses a um ano para quem “devassar dispositivo informático alheio, conectado ou não a rede de computadores, mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do titular do dispositivo, instalar vulnerabilidades ou obter vantagem ilícita". Mesma punição para quem "produz, oferece, distribui, vende ou difunde programa de computador com o intuito de permitir a invasão de computador alheio".

A pena será agravada – prisão de seis meses a dois anos – se a invasão resultar em obtenção de conteúdo de comunicações eletrônicas privadas, segredos comerciais e industriais e informações sigilosas. A punição aumenta de um terço à metade se o crime for praticado contra os presidentes dos três poderes (legislativo, executivo e judiciário) nos três níveis – federal, estadual e municipal. No caso de falsificação de documentos, como cartão de crédito e de débito, a pena é prisão de um a cinco anos e multa. 

Windows 7 supera XP e é o sistema mais usado em desktops



Enquanto a Microsoft se prepara para lançar oWindows 8, duas versões antigas da sua plataforma brigam pela liderança do mercado de sistemas operacionais.

Números da Net Applications indicam que, em agosto, o Windows 7 se tornou o sistema mais usado em desktops pelo mundo. Ele está presente em 42,76% das máquinas, enquanto o Windows XP, com mais de dez anos de estrada, aparece com 42,52%.

A Microsoft domina os sistemas para desktops com ampla vantagem em relação à concorrência. Ao todo, a família Windows está em cerca de 92% do mercado, enquanto o Mac OS X tem menos de 5% de participação e outros sistemas aparecem com 3,74% do mercado.

Windows 7 foi lançado em outubro de 2009 e demorou quase três anos para superar o Windows XP, lançado em 2001. Entre o lançamento dos dois teve o Vista, que saiu em 2006 e atualmente está em 6,15% dos PCs pelo mundo.

O próximo sistema de Microsoft é o Windows 8, que será lançado no dia 26 de outubro.
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